Já pela época de 400 a.C., Hipócrates escreveu "o leite de bovino é causador de urticárias e desconforto intestinal"...
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o consumo de leite e seus derivados tem vindo a decrescer desde 2008. No ano passado, o consumo de leite de vaca caiu 7%. Este facto deve-se a uma consciência, cada vez maior, dos efeitos secundários, ao nível da saúde, associados ao consumo de leite.
Durante várias décadas acreditou-se e defendeu-se que o consumo de leite ao longo da vida iria trazer inúmeros benefícios para a saúde, entre os quais um crescimento saudável e a prevenção de osteoporose. Na qualidade de mamíferos que somos, o leite é de facto um alimento fundamental para o nosso desenvolvimento nos primeiros meses de vida. Contudo, o leite que é essencial ao desenvolvimento nos primeiros tempos de vida é o leite materno e não o leite de vaca ou de outros animais.
Um bebé quande nasce deverá ser amamentado até aos 6 meses ou idealmente até aos 12 meses de idade, período no qual, segundo a Organização Mundial de Saúde é de extrema importância. A partir desta período não são necessárias fontes lácteas. Caso a Mãe não tenha hipótese de amamentar por este período, então há que considerar a introdução de leite em pó até que o bebé complete 1 ano. É já científicamente conhecido que o consumo de leite de outras espécies (vaca, cabra ou ovelha) a partir dos 12 meses, e ao longo da vida adulta, levará inequivocamente a maiores complicações para a saúde do que a benefícios para esta.
Já pela época de 400 a.C., Hipócrates, conhecido como “o Pai da Medicina”, escreveu numa das suas obras que “ o leite bovino é causador de urticárias e desconforto intestinal”. E hoje sabe-se que de facto, tanto as alergias como as disfunções intestinais estão muito relacionadas com o consumo de laticínios, sobretudo o leite.
Ao longo do crescimento do Homem, desde o nascimento até à fase adulta, os níveis da enzima lactase que faz a digestão do açúcar do leite – lactose - vão diminuindo no organismo, o que faz com que a digestão deste alimento seja cada vez, com o passar dos anos, mais difícil para o organismo. Esta diminuição da enzima lactase no nosso organismo não nos torna alérgicos ou intolerantes à lactose, mas sim pouco tolerantes ao seu consumo. O leite materno é o leite com maior quantidade de lactose quando comparado com o de outros animais, todavia, na altura em que o estamos a consumir temos maior quantidade da referida enzima em circulação no organismo.
Um outro problema relacionado com o leite, sobretudo com o de vaca, é o facto de hoje em dia o gado bovino (bem como a grande maioria dos animais para consumo), ser medicado com vários medicamentos químicos de síntese (antibióticos, anti-inflamatórios, hormonas, entre outros), cuja metabolização é excretada para o leite.
Então e o cálcio...?
Relativamente ao aporte de cálcio para o organismo, um dos grandes “benefícios” apontados ao consumo de leite, este está presente em grandes quantidades e de uma forma mais biodisponível nos legumes de folha verde escura, algas, feijões, sementes (sésamo, xia, linhaça, abóbora, girassol) e oleoginosas (amêndoas, nozes, castanhas do Brazil). Havendo uma ingestão diária deste tipo de alimentos, associado a um organismo com pH alcalino, consumo adequado de água e prática de exercício físico prazeroso, não haverá fragilidades ósseas.
Através da administração de medicação homeopática, nomeadamente dos Sais de Schussler consegue-se atenuar alguns dos efeitos secundários que o consumo de laticínios possa ter desenvolvido.
Sal nº 4 Kalium chloratum
Melhora a saúde das mucosas como por ex. em situações de secreções respiratórias caracterizadas por excesso de muco
2 comprimidos sublingual antes do pequeno-almoço
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Sal nº 9 Natrium phosphoricum
Alcalinização do pH celular
2 comprimidos sublingual antes do almoço
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Sal nº 10 Natrium sulfuricum
Contribui para a desentoxicação hepática
2 comprimidos sublingual antes do jantar
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