Porque é que o trigo e o glúten gozam hoje de tamanha má fama ...?
O trigo é um dos cereais mais produzidos no mundo. Atualmente é a base da alimentação de grande parte das sociedades atuais devido à sua adaptabilidade agronómica a diferentes condições climatéricas, ao fácil armazenamento e à capacidade de podermos elaborar diversos produtos através da farinha produzida dos seus grãos.
Conheça os diferentes tipos de trigo disponíveis. Recordamos que todos os “trigos” contêm glúten.
- Trigo comum (Triticum aestivum)
Esta variedade, a mais utilizada nos dias de hoje, é também conhecida como trigo mole. É com este trigo que quase todo o tipo de pão, bolachas, bolos e cereais de pequeno-almoço são feitos. O trigo mole pode ter diversos níveis de proteína – nomeadamente glúten – e dependendo desses níveis, irão ser utilizados em diferentes produtos. Trigo com níveis abaixo de 8% é usado para ração para animais. Se conter cerca de 9% de níveis de proteína glúten, é utilizado na área da pastelaria, bolos e bolachas. Para fazer pão, é necessário níveis de aproximadamente 12%.
- Trigo duro (Triticum durum)
Com este tipo de trigo, faz-se o esparguete. Devido ao seu elevado teor proteico – 15% - (nomeadamente glúten), fica realmente “mais duro” e dá-lhe as características necessárias para ser cozinhado "al dente".
Mas então porque é que o trigo e o glúten, proteína que dele (e de outros cereais) faz parte, gozam hoje em dia de tamanha má fama?
O trigo ocupa um lugar de destaque na mesa dos portugueses. Somos um país com uma fortíssima cultura de pão. Um estudo realizado pela Fundação Portuguesa de Cardiologia em parceria com o Museu do Pão revelou que 80% das crianças portuguesas consomem pão ao pequeno-almoço. Atendendo que os restante 20% muito provávelmente consumirão cereais de pequeno-almoço, concluímos que o trigo está de uma forma ou outro presente.
O que aconteceu efetivamente foi um aumento excessivo do consumo deste cereal. O trigo passou a ser incorporado em grande parte dos alimentos processados e, como tal, tendo em conta os hábitos alimentares atuais, a fazer parte de praticamente todas as refeições. É justamente com este excesso de consumo de trigo e de glúten (o seu pior componente) que foi criado um estado inflamatório ao nível das mucosas digestivas pela incapacidade enzimática em digerimos esta proteína.
O que é glúten?
A palavra glúten tem origem no latim, sendo que gluten significa cola, o que pode ser explicado porque o glúten é uma substância viscosa.
O glúten é uma combinação muito específica de proteínas de origem vegetal que está sempre presente no trigo, no centeio, na aveia, na cevada, no malte e seus derivados. É responsável pela elasticidade das massas e é o que faz crescer o pão. O glúten diferencia-se de outras proteínas devido à sua difícil digestão. Como não é completamente digerida, restam algumas moléculas que não são reconhecidas pelo nosso organismo. Ao chegar ao intestino, o glúten transforma-se numa espécie de cola grudando nas paredes intestinais. Com o passar do tempo provoca:
- intolerância alimentar, bloqueando o funcionamento intestinal
- aumento da gordura na região abdominal devido à má digestão dos alimentos e consequente acumulação nesta zona
- baixa imunidade que vai favorecer as doenças auto-imunes
- dores articulares
- alergias (incluíndo cutâneas)
- depressão, insónias, cefaleias
- fadiga crónica.
Até há pouco tempo atrás, uma dieta sem glúten era apenas feita por pessoas com intolerância ao glúten e aos seus derivados, e doentes celíacos. Hoje em dia tem ganho novos adeptos, que estão a descobrir como a redução ou mesmo a abolição de glúten tem benefícios no âmbito da melhoria da sua saúde.
Para quem sofre “na pele”, (bem como noutros orgãos!), os malefícios do consumo excessivo do trigo, poderá recorrer aos Sais de Schussler para ajudar a libertar-se da inflamação, da acidez e toxicidade associada. Aconselhamos a toma dos Sais de Schussler em conjunto durante 3 – 6 meses.
Sal nº 6 Kalium sulfuricum D6
Inflamação crónica da pele e das mucosas.
1 comprimido 3 vezes ao dia fora das refeições
|
|
Sal nº 9 Natrium phosphoricum D6
Alcalinização do pH celular.
1 comprimido 3 vezes ao dia fora das refeições
|
|
Sal nº 10 Natrium sulfuricum D6
O Natrium sulfuricum – sal nº 10 – tem por missão descongestionar o organismo, eliminar toxinas, desintoxicar o organismo e ativar o fluxo biliar.
Pode também ser associado aos 2 Sais de Schussler descritos em cima neste caso.
|
|
Sal nº 10 Natrium sulfuricum D6
Contribui para a desintoxicação hepática.
1 comprimido 3 vezes ao dia fora das refeições
|
|