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Uma dieta alcalina - o que quer isto dizer?

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A escala de pH mede a acidez em termos de atividade de iões de hidrogénio ( H+) numa solução. Uma solução é mais ácida quando temos mais atividade de hidrogénios livres e mais alcalina quando não existe atividade de hidrogénio livre.

Quanto mais baixo o pH, mais acído é a solução. Um pH de 0-6.9 é considerado ácido e um pH de 7.1-14 é considerado alcalino. Água pura, com um pH de 7.0 é considerado neutro.

No que diz respeito ao equilíbrio do pH corporal, não exite uma leitura “ correta” para o corpo inteiro: a nossa pele tem um pH de aproximadamente 5.5 (um pouco ácido) enquanto a saliva apresenta um pH entre 6.5-7.4. O pH do trato digestivo varia entre 1.5 a 7.0, dependendo em que fase da digestão está. E quando o corpo está saudável, o sangue humano tem uma janela de pH muito estreita entre 7.35-7.45 (um pouco alcalino).

Porquê estas diferenças? Porque cada parte do nosso corpo tem uma função diferente. Cada uma dessas funções requer um ambiente ácido-alcalino particular para poder exercê-las na perfeição. É muito importante salientar que o organismo não “mantem” este equilíbrio – ele tem que trabalhar (e muito!) para o manter.

À mínima hipótese que o seu pH se torne demasiado ácido (devido à alimentação, hábitos de vida pouco saudáveis, químicos etc.), o nosso organismo vai buscar minerais como o cálcio, o magnésio e o potássio aos ossos, aos dentes e aos orgãos para o neutralizar. Caso isto aconteça pontualmente, não há problema.

 

ALIMENTOS ÁCIDOS/ALCALINOS?

Quando começamos a pensar que alimentos são acidificantes ou alcalinizantes, pode parecer um pouco mais complicado do que pensava inicialmente. Isto porque certas comidas que pensamos serem “ácidas”, são de fato, alcalinizantes. A melhor maneira de enfrentar esta situação é ver se os alimentos ou bebidas se tornam ácidos ou alcalinizantes e não onde se encaixa própriamente o alimento na escala do pH. Por exemplo, os citrinos são considerados ácidos, no entanto são alcalinizantes porque quando consumidos, são digeridos e fornecem compostos minerais alcalinos como os citratos e os ascorbatos.

Por outro lado, alimentos que consideramos serem neutros, são de fato, acidificantes. Os cereais e os laticínios são dois exemplos. O que importa não é o pH dos alimentos e das bebidas quando ingeridas, mas sim dos metabólitos (em particluar os sulfatos e os fosfatos).

Dito isto, chegamos à conclusão que uma dieta típicamente ocidental coloca uma pressão enorme sob o sistema digestivo, o fígado, e os rins. Doenças crónicas como as alergias, a rinite, problemas dermatológicos e a obstipação ADORAM esta dieta!

Os nossos antecedentes praticavam uma dieta alimentar muito diferente daquilo que comemos hoje em dia. Nessa altura os alimentos eram pouco ou nada processados. Com a evolução dos tempos, a dieta ocidental mudou. E muito:

- o açúcar refinado entrou e invadiu a nossa alimentação;

- o consumo de carnes vermelhas aumentou na sequência do desenvolvimento da industria da carne. A oferta aumentou ainda mais com a introdução da tecnologia dos cereais refinados , fazendo com que os animias possam engordar mais depressa;

- os cereais foram introduzidos na dieta após a descoberta das ferramentas de pedra;

- a quantidade de sal na dieta aumentou quando o processo de o minar, processar e transportar ficou disponível;

- o leite, o queijo e outros laticínios foram introduzidos na dieta após a domesticação do gado.  

 

O pH E A DOENÇA

A maioria das pessoas que sofrem de um desequilíbrio do pH, têm um pH mais ácido. Como já referimos anteriormente, quando há uma alteração no pH, o nosso organismo recorre às reservas minerais da estrutura óssea e dos órgãos vitais para ajudar a neutralizar a acidez. Devido a este esforço, o corpo pode sofrer danos severos e prolongados devido a um estado ácido.

Uma acidose ligeira pode causar as seguintes situações:

- danos cardiovasculares, incluíndo constrição dos vasos sanguíneos

- aumento de peso, obesidade e diabetes

- condições na bexiga e rins, incluíndo pedras nos rins

- deficiência imunológica

- alterações hormonais

- envelhecimento prematuro

- osteoporose

- dores nas articulações e nos músculos

- falta de energia e fadiga constante

- digestão lenta e obstipação.

 

EXEMPLOS DE ALIMENTOS ACIDIFICANTES

  • Bebidas gaseificadas (refrigerantes, bebidas desportivas etc.)
  • Lacticínios
  • Gorduras hidrogenadas ou parcialmente hidrogenadas (comida “fast-food”, fritos, batatas fritas, bolos, bolachas etc.)
  • Glutamato de monosódio
  • Açúcar
  • Adoçantes
  • Levedura (encontra-se em pão, massas etc.)

 

EXEMPLOS DE ALGUNS ALIMENTOS ALCALINOS

LEGUMES ALCALINIZANTESFRUTAS ALCALINIZANTESESPECIARIAS ALCALINIZANTES
Espinafres Clementinas Canela
Couve Maçã Caril
Brócolos Pêssego Gengibre
Aipo Manga Flor de Sal
Cebola Laranja Mostarda
Ervilhas Abacaxi  

 

PEQUENAS ALTERAÇÕES NO DIA-A-DIA

Seguem algumas ideias como equilibrar o seu pH e ao mesmo tempo salvaguardar os seus ossos e rins:

- encha o seu prato com legumes frescos, de preferência de folha verde escura. Adicione sumo de limão ou de lima fresca aos alimentos e às bebidas. Ingira muita fruta especialmente aquela de valor glicémico baixo (pêssegos, melância,laranja)

- escolha legumes de raíz porque são fontes excelentes de minerais alcalinizantes. Alimentos como a batata doce, alho francês e cebolas assadas, contendo altos níveis de inulina, ajudam o organismo a absorver o cálcio ingerido na dieta e ajudam a diminuir a probabilidade de osteoporose.

- tome em consideração introduzir na sua alimentação os sumos verdes ou “detox” porque contém o pigmento clorofilo. O clorofilo funciona como um desentoxificante potente e aumenta a imunidade.

- diminua a ingestão de carne vermelha.

 

EM RESUMO…

Ao prestar alguma atenção ao seu pH vai despoletar uma alteração positiva de imediato na preservação da sua saúde a longo prazo. É muito importante referir que nada que coma vai alterar o pH sanguíneo diretamente. Mas ao ter em conta os pontos acima referidos, vai ajudar o seu organismo a manter o equilíbrio sem grande esforço!  

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